Monthly Archives: maio 2009

Sexo com comida

O que poderia ser melhor do que sexo?
Talvez o sexo quente, o sexo com comida,  sim,  algumas substância possuem certas proteínas, naturalmente,  mas porque um sexo normal quando temos a chance de usar o conteúdo de toda a geladeira!

Ok, é um anúncio de supermercado,
mas é muito inspirador!!! Boa Apetite!

do canal: Mysupermarket.

Ninfomaníacas: mito ou verdade?

Para Alfred Kinsey, um dos mais famosos sexólogos do século XX, a ninfomaníaca é “alguém que faz amor com mais freqüência do que você.” No entanto, a má reputação de uma ninfomaníaca torna sua vida difícil.

ninfo

Durante a época vitoriana, os médicos espalharam a idéia de que as mulheres que tinham um forte apetite sexual eram portadoras de um mal, ou de uma doença.

Eles inventaram assim a palavra “ninfomaníaca” para designar aquelas que apresentassem essa “anormal patologia”.

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Depilar ou não depilar?: o eterno debate

A favor ou contra a depilação íntima? Durante séculos, esta questão levanta controvérsias.  Há os pró-peludo(a)s, que exigem o regresso dos valores sólidos e os pró-carecas, que preferem a “liberdade”. Entre eles, existem observadores como Jean da Silva. 

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Atualmente a maioria das mulheres ocidentais pensam que é preciso depilar em parte ou totalmente as partes genitais (1).  Muitas delas (45%) pensam que os homens deveriam fazer a mesma coisa. No entanto, há pouco menos de dez anos, essas práticas eram vistas com tamanha desconfiança que algumas esteticistas recusavam fazer depilações masculinas ou atender mulheres que desejavam depilar o ânus.

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A desconfiança com relação à depilação continua. Em 2007 as reações geradas em torno da comercialização de navalhas elétricas para uso íntimo masculino testemunham que a incrível “inquietude”, ou preocupação, com relação a essa prática é, portanto, generalizada.

Em seu ensaio Du velu au lisse (história e estética da depilação íntima),   Jean da Silva explica:  “Ao perturbar a ordem distintiva dos gêneros e o esquema segundo o qual o homem é reconhecido como “cabeludo”  e a mulher como “lisa”, a depilação é vista muitas vezes como um ataque antropológico e cultural, e como um costume avaliado tanto negativamente, assinalando um desvio de conduta, quanto positivamente,   assinalando a liberdade dos corpos.”

As opiniões sobre a depilação são extremamente estereotipadas. É bem provável que este artigo apresente comentários que reproduzem certas posições típicas do nosso repertório enumeradas por Jean da Silva como os mais representativos das tendências de nossa sociedade. Bem, evidentemente, são pontos de vista contrários.  Temos os a favor e os contra (como se fosse obrigatório ser contra ou a favor de uma prática que faz parte de uma escolha individual e um gosto pessoal).

Primeira reação típica, a da anti-consumista:  “Há evidentemente bastante dinheiro em nosso país e não temos outra coisa para fazer”. Segunda reação: hedonista “Eu aconselho a depilação íntima. A gente se sente bem, refrescante. Terceira reação, cínica e desiludida: “Nós estamos em uma cidade que não tem nada para fazer além de depilar os pêlos pubianos”. Quarta reação, nostálgica (cheirando a homofobia e misoginia):  “Eu não apóio esta tendência andrógena(…): nossa sociedade tem mesmo que reparar”. Quinta reação, não muito diferente da quarta, mas menos pujante, é aquela que vê na depilação uma aparência da estética difundida por filmes pornôs: “Essas são as consequências de assistir filmes pornôs na adolescência.”

Para resumir, de maneira um pouco grotesca: “Então, se eu compreendo bem: a virilidade, os pêlos aos héteros – os verdadeiros, os duros, os machos – e os corpos lisos, as “barbas feitas” aos homos (ou aos efeminados)?

Parece, com efeito, que todo o debate sobre os pêlos se resume a esta oposição estreitamente binária feminino-masculino. O pior é que este debate está em curso há séculos. Na antiguidade, Plínio já acreditava que o que “pervertia a moral do Império”, são essas “unções de cera e óleo”, esses “banhos quentes”, essas “depilações efeminadas”. Julio César  foi altamente criticado por seu gesto afetado – ele não só deixou-se cortar e se raspar, mas também de deixou depilar. (Suetno, La vide dês 12 Césars.). O poeta satirista Martial usa a mesmo em seus versos ácidos : 

“Quando você depila seu peito / Quando você raspe suas pernas e seus braços / E os cabelos em torno do seu pênis / Claro, Florent, você pensa em sua mulher/ Mas em que pensa você, quando depila o cú? “

Como vemos: os discursos contra a depilação íntima sao constantes e se repetem por toda a história. Repetitivos e virulentos. 

Tratando deste assunto delicado com pinceladas eruditas, Jean da Silva consagra à depilação um livro cheio até a borda de anedotas históricas surpreendentes. Ele remete sempre, ao drama e acumula uma soma de informações surpreendentes sobre esta prática secreta. Você sabia que Pierre Louys tem um livro consagrado à depilação das mulheres de todo o mundo, observando com surpresa o sexo coberto e cabeludo das prostitutas japonesas de Nankin? E que do XIII ao XVI século, as mulheres deviam ter uma “sala de Vênus  imaculada”, sem “nenhuma teia de aranha” ao redor? (…).

A história mais inacreditável é a do crítico de arte inglês Ruskin, célebre por ter defendido os artistas pré-rafaelitas. Quando ele casou-se com a bela Effie Gray em 1848, Ruskin era virgem. Ele jamais havia visto uma mulher nua, a não em forma de estátua. Na noite de núpcias, ele ficou horrorizado por não encontrar, entre as pernas de sua esposa a semelhança com as estátuas de mármore que ele esperava. Isso estragou seu casamento. Seis anos depois, Effie Gray pede o divórcio alegando que o motivo era ainda estar virgem. Em uma carta escrita para uma amiga, Effie conta a humilhação atroz que representou para ela um exame ginecológico: ela receava deixar que vissem a monstruosa deformidade que ela acreditava possuir. Seu marido a havia convencido que seus pêlos faziam dela um monstro.

Du Velu au Lisse (histoire et esthétique de l’épilation intime), de Jean Da Silva, éd. Complexe.

(1)   Em 2006, uma empresa de produtos cosméticos encomendou um estudo ao Instituto  Ipsos, para saber “a opinião, atitudes e comportamentos dos franceses sobre a depilação”. Esta enquête estabeleceu que 73% das mulheres com menos de 26 anos se depilavam contra somente 50% depois de 26 anos, e que 76% das mulheres consideram que a depilação é um critério de sedução, opinião compartilhada pelos homens que topariam realizar uma depilação se sua companheira pedisse – com uma pequena diferença segundo a idade:  82% para os jovens e 42% dos mais velhos. Dois anos atrás um estudo americano estabeleceu que “quase a totalidade das mulheres depilam as axilas e as pernas. Três de cada quatro mulheres depilam as partes genitais (75%). Quanto aos homens, mais da metade deles (57%) depilam as partes genitais.”

Artigo de Agnès Giard, traduzido livremente do francês por Julia Tenório. 
Imagens de Merkley

Yes, Yes, Yes! ao sexo…seguro

MTV e The Body Shop, se uniram para que todo mundo diga sim (Yes!) ao sexo seguro.

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“O que se pode conseguir com uma palavra? Muito. Ao dizer sim ao sexo seguro você estará demonstrando uma atitude que reflete teu respeito com você e com os outros… Se todos se comprometessem a dizer sim, poderíamos acabar com a AIDS (VIH, SIDA). Sabemos que acabar com esta epidêmia é dificil, mas estamos dispostos a fazer todo o possível para conseguir! Quanto mais pessoas disserem sim, mais possibilidades teremos de ganhar a luta contra a AIDS. Você poderá nos apoiar através dos seguintes canais:”

Say yes to sef sex (site oficial)
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Na cena do sexo eu me lanço mascarada!

Revestidas de seus vestuários de trabalho, muitas mulheres tornam-se involuntariamente objetos de um desejo irresitível. Enfermeiras, advogadas, freiras ou atendentes… O uniforme torna-as anônimas. Logo, excitantes.
A seguir apresentamos um pequeno tour no horizonte de fantasias relacionadas aos “uniformes eróticos” femininos.

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Em 1887, o francês Alfred Binet dedicou  um capítulo aos amantes do vestuário, que ele nomeia poéticamente de “amantes do costume”, ou, “amantes da fantasia”. Em seu livro “O Fetichismo do amor” Biner expõe uma ideia simples: ninguém escapa ao fetichismo, ele é justamente o que há de mais interessante na sexualidade humana. Mais do que do próprio coito, somos capazes de nos satisfazer ou nos excitar com qualquer outra coisa, explica ele.

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Os enditofilistas (endytophiles) - aqueles que preferem ver os outros vestidos do que nú – podem se excitar permanentemente. Por uma feliz conicidência, afigura-se que a maioria das pessoas que encontramos na vida estao vestidas. Na rua, no metrô, em toda parte, a cada passo, desde que se esteja vestindo um simples uniforme ou um traje típico, a pessoa poderá se transformar em um herói (ou heroína) imaginária.

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No pequeno jogo dos disfarces eróticos, oito grandes clássicos disputam o primeiro lugar, sendo eles:

1 – A enfermeira
O médico é a voz do pai. Ele ordena, comanda, decide e, por vezes, tranqüiliza, diz o analista Alain Héril (Dicionário das fantasias). Quando o médico está ausente reina a lei da enfermeira, a mae erotizada.  ”Ela nos trata, persuade, nos rejeita. As vezes, nos trata com afeto. Ajuda-nos a nos vestir, auxilia em nossa reabilitação.” Esta fêmea maternal, atenciosa e sensual possui um forte potencial erótico de cura: muitos se refugia nela para encontrar consolo, e ao mesmo tempo, se livrar de seus toques humilhantes. Dominadora, ela viola os ânus com seu termômetro, pica os braços com suas agulhas…Consoladora, ela alimenta, aquece, e tranquiliza…infatiliza. Com ela os homens retornam à infância.
fantasia semelhante: a babá.

2- a motociclista
Sobre a terrível máquina que vibra entre suas pernas abertas, a BB (biker Bandante) produz muitaz fantasias. Por quê?  Porque ela “não precisa de ninguém”. Porque ela se veste de couro, um material que simboliza o poder. A dorafilia (doraphilie)-  excitação sexual causada pelo contato da pele, couro e peles – está ligada ao culto do poder. As motociclistas, com suas calças de couro, se exibem no uniforme dos marginais, dos rebeldes, dos indóceis. O couro evoca a selvageria: aquele que se reveste dele adquire de um golpe suas qualidades (…). Usar o couro, é também afirmar a brutalidade de seus instintos sexuais.  (…). A cor negra, mais utilizada para o couro, simboliza a morte e o poder.
fantasia semelhante: a guerreira futurista, (estilo Mad Max, Underworld, Matrix, etc)

3 – A Freira
Ligada à castidade, a religião é símbolo de um tabu. Logo, de uma transgressão. Em termos técnicos, este fetiche se chama hierofilia (hiérophilie) – é a atração por coisas sagradas e, mais especificamente, pelo sacrilégio. Sexo e religião encerram e estreitam relações especiais,  se a igreja baniu o prazer provocou, por reação, atos de vingança e profanação. É um pouco como a burguesa e suas pérolas, quanto mais ela é esnobe, mais temos vontade de roubá-la. Talvez porque muitos associem o prazer à noção de falta (para aumentar o prazer, eles deverão, portanto, amentar a falta). Talvez, também, porque é simplesmente gratificante “converter” as freiras para o sexo, por uma espécie de inversão irônica. O que é mais satisfatório para um Dom Juan do que transformar uma religiosa assexuada em seu joguete sexual?
fantasia semelhante: a grande burguesa.

4 – A policial
A policial represetna a lei. Fazer amor com elas é beijar a autoridade:  um contraste sagrado aos homens em busca doproíbido. Sem contar que com a policial eles tem muitas afinidades: ela possui uma arma, o que a torna bastante perigosa. É uma mulher falo, masculinizada, capaz de ficar cara-a-cara com um homem, de o prender, de colocá-lo no calabouço, de submetê-lo à interrogatório… Munida de algemas, sua figura dominante evoca o cenário carcerário. Ela desperta no homem uma excitação sexual viragofilista (viragophilie): o amor de Virago, ou seja, das mulheres que possuem a coragem de um homem.
fantasia semelhante:

5 – A prostituta
Reconhecida por seus saltos altos e suas roupas minúsculas, a prostituta é sinônimo de luxúria. A maior parte dos maridos proíbem suas mulheres de se vestirem com seus modos ultrajantes”. Mas alguns ao contrário, ao exercerem o papel dos gigôlos abusados ou clientes exigentes,  pedem às suas companheiras para fazerem de conta que aceitam dinheiro para fazer sexo com eles… O ato de pagar para obter prazer nas relações sexuais é chamado de crematitosfilia (chrematitosphilie). É quando o homem procura a sensaçao de poder, a prostituta tem que lhe dar em troca de dinheiro.  A prostituta evoca assim a idéia da fêmea-objeto. Ligada ao seu enorme apetite por todos os homens, o sexo com ela tem sabor de orgia… se você pensar em todos aqueles que a possuíram antes e que ainda irao possuí-la. fantasia semelhante: a secretária.

6 – A Colegial
Derivada da ninfofilia (nymphophilie) – o amor pelas jovens, e da partenofilia (parthénophilie) – gosto pelas virgens, a preferência pela colegial é extremamente prevalecente em nossa sociedade, sob a influência musical do pop-rock. “Com o desenvolvimento da cultura juvenil, a criação de novas necessidades, falas ou verdadeiras, pouco importa, porque a sociedade do espetáculo e do mercado constroem para elas um pedestal, multiplicando as imagens da Lolita na moda, na música, no cinema “, diz Patrice Lamare, autor de As Lolitas.  (…)  Tal como Lolita de Nabokov, estas meninas não são vítimas. Mas, em seus uniformes de colegiais, sinônimo de inocência, elas oferecem a ilusão da segurança emocional. Face a estas pseudo-filhas, os homens tem a impressão de poder controlar a situação, impressao falsa na maioria das vezes.
fantasia semelhante: a garota de torcida (pom-pom girl).

7 –  A aeromoça
Como a enfermeira, ela é, de acordo com Alain HERIL, uma mãe erótica e sensual: “Neste lugar fechado do vôo, vinda de um corredor uterino, a aeromoça vêm tranquilizar-nos mostrando gestos e açoes para evitar um acidente, para em seguida nos fazer beber, comer e saber se vai tudo bem(…). Em seu uniforme ela é toda sorrisos, todo charme, como que desencarnada e, portanto, terrivelmente sexual. A aeromoça nos impede de ter medo, nos embala com sua voz, nos vigia olhando acima de nós. Ela carrega a beleza das nuvens e a erosão do éter.
fantasia semelhante: a recepcionista.

8 – A Professora
Símbolo da lei, a professora dita as regras e se exprime em público de maneira autoritária: só ela tem o direito de falar. Os outros devem escutar e aprender. Como os grandes oradores que provocam emoções ferventes, as professoras subjugam seu auditório, principalmente quando, diante do quadro negro, sua saia curta se desenha com aspectos espetaculares. Para os adeptos da escola, do interrogatório, da retribuição e da punição, a professora é a mulher ideal.
fantasia semelhante: da  advogada.

Artigo de Agnès Giard, traduzido livremente do francês por Julia Tenório.
Imagens de Electric Blue Gallery