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Arquivos de agosto, 2009

Você está procurando arquivos na categoria SexoCult - Sexo e Cultura Arquivadas no blog para agosto, 2009.

27 ago 2009

Ice Vibe: um vibrador fresquinho

Fazer vibrar de frio. É nessa idéia estranha que uma equipe de pesquisadores se debruçou na Holanda, conseguindo o supreendente feito de desenvolver um brinquedo erótico para se colocar no freezer

vibro

O Ice Vibe é um vibrador metade massageador, metade gelo! como uma casca de ovo com cores polares,  tem um reservatório onde se pode colocar água (com uma gota de calda de hortelã, framboesa ou raspas de limão). Algumas horas no congelador e pronto: torna-se gelo e vibra graças à sua capsula vibratória. Sua vibração não é potente como dos vibradores de silicone, que são totalmente flexíveis,  mas,  segundo o site do produto, pode ser uma mistura legal, se usado com menta, que dá uma sensação de intenso frescor.

vibro11

Objetivo: combinar leve sensação de dor, causada pelo frio misturada com o prazer dado pela fricção do produto na pele.

Lançado oficialmente em  23 de julho passado, a Ice Vibe  (nome verdadeiro Touché Ice) é saudado pelo mundo do design como uma maravilha tecnológica. Seu criador se chama Oscar Heijnen.

Fundador da empresa Holandesa Shots Media, que comercializa brinquedos para adultos originais, Oscar se orgulha e explica que a idéia lhe veio quando olhava um copo cheio de cubos de gelo, “levamos oito meses para fazer”, disse ele.

A idéia era original, mas tinha imensas dificuldades: como fazer  sobreviver uma bateria de sextoy elétrica em frio extremo? Como fazer um cubo de gelo transmitir vibrações? Quebramos a cabeça para fazer esse sextoy, mas finalmente é um enorme sucesso.

“Já existem dois modelos diferentes: os pequenos e os grandes. No final de agosto, Oscar diz que outras inovações devem surgir.

Será que ele vai vender seus cubos de gelo nas praias, como se vendem sorvetes ?

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27 agosto, 2009 em 20:30 porJulia Tenório

Tags: brinquedo_erótico, gelado, gelo, ice_vibe, sextoy, sextoys, vibrador
Publicado em Produtos Eróticos | 1 Comment »

24 ago 2009

Felação

Queridos leitores, peço desculpa pela ausência, novamente fui “devorada” pelos deveres acadêmicos…

E, aproveitando os “ares” acadêmicos, trago para vocês um delicioso poema “garimpado” de sites locais, mais precisamente do blog do professor Marciano Lopes e Silva, o MetAArte.

O poema é do colega-  do mundo das Letras da UEM (Universidade Estadual de Maringá) - Fábio Freitas (Sansão) e foi apresentado no II Sarau Outras Palavras (clique aqui para saber do próximo evento Outras Palavras) por Nívea Martins.

fellation1

Felação

essa lisa bela face
nessa pura pele-seda
esse vem-de-sobrancelha
nessa afago-olhar que queima
esse toque tanto tenta
nesse tato lacuna-seio
essa louca língua ao falo
dessa boca-forno-abrigo
esse grande lábio à glande
esse sorve-beija-lambe
nesse silvo-sortilégio
desse ereto rito herege

apnéia-me
derrama-me
enfarta-me
mata-me

essa faro-fome come
esse couro-nervo-carne
esse curvo cerne duro
e essa boca-guloseima
lambuza mucosas-seivas
deglute figos suor-azeite
sorri madrepérola-leite
torna tênues tabus-recatos
nessa pura pele-seda
dessa lisa bela face

poema: Fábio Freitas ( Sansão)
intérprete: Duda (Nívea Martins)
www.nomeiodocaminho.com.br

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24 agosto, 2009 em 20:08 porJulia Tenório

Tags: felaçao, poema_erótico
Publicado em Sexo e Literatura | No Comments »

14 ago 2009

Para refletir

Para pensarmos…uma epígrafe

“Por que tudo gira assim em torno do sexo?
Porque o sexo é um objeto desconsiderado, que está se transformando num outro. Nós resolvemos experimentar este outro, e decidimos ficar com ele. “   Antonin ARTAUD

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14 agosto, 2009 em 14:47 porJulia Tenório

Publicado em Sexo e Literatura | No Comments »

12 ago 2009

O ciúme é o oposto do amor

Em minhas raras andanças pelos sebos (o tempo é cruel e não me permite sempre esses prazeres que deveriam ser diários), encontrei um livro interessantíssimo de Emmanuelle Arsan, autora de Emmanuelle,  o livro que acabo de adquirir intitula-se A hipótese de Eros (edição 1975), e foi traduzido por Clarice Lispector.

ciumes

O livro não é atual, certamente, mas seu conteúdo com certeza esta longe de ser ultrapassado, muito pelo contrário.

Um trecho especialmente me chamou a atenção, pelo desprendimento da autora e por suas idéias nada convencionais. Ao tocar a questão do ciúme (tema sempre polêmico e atual) a autora diz o seguinte:

O ciúme

Nada esclarece melhor nossa aptidão em transformar nossos medos em força de caráter do que a lista das mortificações inúteis que nós impomos aos nossos poderes eróticos. O ciúme oferece um exemplo particularmente impressionante e sinistro da iniciação voluntária à solidão. Inconsciência individual ou impostura coletiva, o ciúme quer passar por sabedoria e sagacidade; mas na realidade este delírio maníaco, com todas as obsessões de conservação, é um cálculo de velho, uma reação de perdedor.

O ciúme, com efeito, não é uma força que asseguraria a nossa segurança: o ciúme é uma confissão de inferioridade. Por isto mesmo ele nos coloca em perigo, nos expõe a perdas e golpes, como o fazem todos os gestos apaixonados.

Ser ciumento não é somente ter medo de perder ou dividir alguém que pensamos possuir; significa também que estamos vergonhosamente seguros de que um outro pode lhe dar mais prazer, pode torná-lo mais feliz. O ciúme não é então, como se pretende, um efeito de orgulho: ele é uma humilhação, uma neurose de impotência e de frigidez. Se nós soubéssemos amar, não conheceríamos o ciúme.

Acolher os outros amores do amado, querer amar em profusão para poder amar melhor o seu amante, partir para a descoberta de parceiros e novas experiências eróticas que possam enriquecer a sociedade do casal - todas estas conquistas da imaginação e da audácia sobre o instinto - sem as quais o homem não sairá jamais da infância, ficarão longe de nosso caso alcance durante todo o tempo em que nos recusarmos em chamar por seu nome o nosso medo atávico e suas falsas desculpas.

O oposto do amor

As feridas que esta paixão inflige à beleza do amor já deveriam ter servido para nos abrir os olhos sobre o seu gênio mutilador. Entretanto, uma convenção mais forte do que todo bom-senso continua fazer o ciúme passar não somente por uma virtude, mas também como uma prova insubstituível de amor e uma garantia de sua sinceridade. A frase habitual “se você não tem ciúmes é porque não me ama” traduz uma confusão espontânea (mas alimentada socialmente) entre egoísmo e amor.

Quando analisada honestamente, a conduta ciumenta não aparece nem como um dever nem como um direito, mas como uma escória lamentável da nossa obsessão de possuir. Sob este ponto de vista, o ciúme é o oposto do amor; porque o amor não é uma invenção de nossas faculdades emocionais feita com o objetivo de nos apropriarmos do corpo e do espírito de um outro ser: o amor é uma mutação que nos permitiu sair dos limites traçados pelo caos criador ao corpo e ao espírito isolados. Ele é uma fratura que fizemos nas divisões de nossa natureza, para podermos olhar com outros olhos a pluralidade de suas dimensões. É o amor que salva o nosso consciente do abandono a que ficaria relegado por causa do egotismo conservador e dos fingimentos da linguagem. É o amor quem nos permite escapar do sistema de prestação de contas das coisas, e é ele também quem nos permite fraudar as cotas de intuição e de saber que nos fornecem os mecanismos separadores de nosso cérebro. O amor tira a inteligência do confinamento das células e abre os espaços da poesia. O ciúme fecha sobre nós as portas da solidão.

Emmanuelle Arsan, A hipótese de Eros, Editora artenova, 1975, tradução de Clarice Lispector.

Uma original visão do ciúme e uma surpreendente visão do amor, certamente, mas, me pergunto: quantos entre nós estamos aptos a viver esse amor de Emmanuelle? E quantos sobreviveriam a ele?  Eu não saberia dizer. Aliás, eu ainda não consigo formalizar uma opinião sobre a leitura dessa obra, a não ser o fato de que ela é surpreendente e de que nos paralisa com muitas idéias.

Mas, penso que um livro não precisa ser aceito em todos os seus pontos, nem entendido como um manual para um modo correto de amar, obviamente, sua função é nos fornecer meios para pensarmos sobre o amor e a vida, e é justamente isso que nos convida a pensar a autora, já que, para ela, nós vivemos e amamos com medo de viver e de amar. Segundo ela, “(…) nós amamos com medo: rejeitar é então a nossa maneira de amar. Todos os nossos amores são exclusivos, como os nossos clubes. Nós só nos sentimos verdadeiramente entre nós quando obrigamos alguém a ficar de fora (…).”

E você? O que pensa sobre o amor e o ciúme?

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12 agosto, 2009 em 14:24 porJulia Tenório

Tags: amor, ciume, desejo, emanuelle, emmanuelle_arsan, eros, livro, sexo, Sexo e Literatura, traiçao
Publicado em Sexualidade | 5 Comments »

10 ago 2009

O strip-tease é chique!

Para você o strip-tease é um ato praticado apenas por mulheres que se despem em frente de homens bêbados e babões, para conseguir alguns trocados?

É ai que você se engana! Strip-tease, pelo contrário, tornou-se chique e elegante! Pelo menos, é isso que andam afirmando por aí…

strip-tease

O strip-tease voltou com força!

Nos Estados Unidos, tournou-se uma atração em todos os lugares “vips” onde se encontram famosos (Bruce Willis ama, parece) e anônimos. No Reino Unido, não se fala em outra coisa que na nova “Nude Atitude” e na Bélgica acaba de ser criada uma escola de strip-tease!

A França não é exceção, muito pelo contrário, acaba de abrir em Paris, em lugar central, um “templo de strip-tease de luxo”. Lançado com grande alarde por Cathy e David Guetta. O templo, chamado “Pure Platinum” (Pura Platina), visa colocar como modo da vez  a arte de se despir sugestivamente, com belíssimas mulheres, coreógrafas, luzes, ambiente chique e chocante.

Para todos os gêneros

É um fato, o strip-tease, é declarado na atualidade como unisex, ele é feminino, mas também é masculino! Assim, os homens se arriscam hoje a ficarem nus, muito influenciados pelo super famoso Chippendale (um dos primeiros clubes de dança masculino lançado há dez anos nos EUA, atualmente tem matriz em Las Vegas e filiais em diversos outros lugares).

Quanto ao strip-tease feminino, ele conhece hoje sua verdadeira popularidade… Os aficicionados vêem no strip uma verdadeira forma de liberação sexual da mulher, um espetáculo que visa ampliar o porder do corpo erótico feminino, uma espécie de festa dos sentidos. Os “desmancha-prazeres”, ao contrário, vêem nisso apenas um exemplo da solidão e da miséria sexual dominante.

Este obscuro objeto do desejo

Para Alain Heril, psicoterapeuta e autor do “Dicionário de fantasias eróticas” (editora Bernet-Danilo), o strip-tease público, pode ser o que for, mas não será jamais um critério de liberação feminina, pelo contrário. Para ele, nessa prática a mulher é relegada à uma posição de um obscuro objeto sexual. “O que é surpreendente, para a psicoterapia, é que o corpo está cada vez mais disponível, ao que parece, enquanto nos consultórios dos sexólogos houve um aumento importante de dificuldades e problemas sexuais”, afirma Alain.

Por outro lado, Violeta Carpentier, diretora de uma escola de strip-tease em Paris, afirma que a dança sensual e a arte de se despir, que para ela é mais que um simples strip-tease, tem como objetivo principal o desenvolvimento pessoal da mulher. “o principal objetivo de nossas clientes não focaliza o casal, mas o seu desenvolvimento pessoal. Uma minoria se interessa pelo tema para apimentar a vida íntima e , muitas vezes, trata-se de uma abordagem que é mais da ordem pessoal que oferece mais surpresas que uma consulta ao sexólogo.”

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10 agosto, 2009 em 12:33 porJulia Tenório

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