Arquivos de agosto, 2009
Você está procurando arquivos na categoria SexoCult – Sexo e Cultura Arquivadas no blog para agosto, 2009.
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Meredith Chivers é professora de psicologia da Queen’s University de Kingston, Canadá. É profundamente feminista, mas não há ponto de duvidar que o desejo de uma mulher seja como uma floresta obscura que ninguém jamais conseguiu penetrar.

Convencida de que esse é um tema de pesquisa muito forte para os estudos do século XXI, ela conduz experimentos estranhos, que têm como objetivo refletir sobre o desejo feminino.
Uma das experiências: homens e mulheres: héteros, gays e lésbicas, sao ligados à um aparelho chamado pletismografia, para verificar os níveis sanguíneos. Cada um deles recebe, igualmente, um teclado para que eles indiquem o grau de excitação. Pouco a pouco são passados filmes eróticos: de sexo hetero, homo, de mulheres se masturbando, homens transando, e, por fim, um homem e uma mulher completamente nus.
Como seria de se esperar os homens héteros mostraram excitação frente ao filme hétero, de lésbicas ou de mulheres se masturbando. Os homo preferiram o oposto: o sexo gay, de homens se masturbando e nus masculinos. E, para muitos homens, os filmes de sexo com animais não foram excitantes. Mas para as mulheres, os resutlados são completamente diferentes. Sejam elas lésbicas ou hétero, a grande maioria mostrou sinais de excitação com filmes héteros, mas também com os gays e lésbicos. E mesmo com os filmes de animais! Resultado que ninguém compreendeu, porque os resultados da pletismografia não tinham nada a ver com os resultados que elas anotaram nos teclados. Ou seja, o que as mulheres indicaram no teclado pareciam msotrar uma divergência entre o seu desejo mental e seu desejo físico.
Curiosa com os resultados Meredith Chivers procurou apronfundar a investigação, confrontando os resutlados com outros estudos na América do norte. Descobriu, finalmente, que em matéria de sexualidade humana, existem poucos estudos sobre o desejo feminino. O assunto é completamente novo, a medida que se interroga cada vez mais sobre a viabilidade de um viagra feminino. Mesmo assim, Meredith Chivers encontrou 130 estudos, embora todos terminem com um ponto de interrogação.
Na realidade, um dos maiores problemas é que pelo menos 30% das mulheres sofrem de falta de desejo nos EUA, e ninguém sabe como tratá-las. Meredith, tem pelo menos uma teoria para explicar essa discrepância entre a excitação fisiológica e psicológica. A lubrificação vaginal seria, segundo ela, uma necessidade corporal, uma forma de instinto feminino para evitar o desconforto, a dor. Ela não teria, por fim, muita coisa a ver com o desejo de fazer amor.
Outros teóricos dizem que a diferença fundamental entre o desejo masculino e o feminino é provocado pela oxitocina. Um neurotransmissor que apresenta elevados índices nas mulheres com relação aos homens, a oxitocina causa efeitos como o relacionado ao fato de as mulheres terem um maior compromisso com seus filhos, mas mais importante ainda, a ligaçao que as mulheres fazem entre sexo e amor (!). Efeitos que não existem para os homens, porque o hormônio masculino é intrinsecamente ligado ao estrogênio.
Se a oxitocina pode, portanto, estar relacionado com o desejo da mulher, ela não explica tudo. Marta Meana, uma professora da Universidade de Las Vegas, acredita que as necessidades das mulheres permanecem profundamente ambivalentes: “As mulheres querem ser jogadas contra um muro, sem estar em perigo. Elas querem um homem das cavernas que possam cuidar delas “.
Agora, tudo ainda é tema de pesquisas e demonstraçoes, porque resta-nos até agora uma única certeza: o desejo feminino é floresta escura e difícil de ser penetrada.
Os ingleses não são conhecidos pela sua devoção religiosa, e agora: o padre da igreja em uma pequena aldeia na Cornualha, St Michael Penkivel, acusa o fotógrafo Andy Craddock de blasfemar um lugar sagrado. É arte, respondeu o outro, é bonito e não faz mal a ninguém!

O sacerdote, Andrew Yates, afirma que a autorização não foi concedida. O fato é que, a igreja fornece a hostia e recolhe os alimentos, mas fotógrafos como Andrew, se beneficiam do impacto midiático.
De qualquer forma, tanto na arte como na estética das fotos eróticas, as imagens de Andy não são comuns.
Se Andy Craddock vive de sua paixão, sua arte, por sua vez, não agrada todo mundo. Principalmente os mais católicos.

Fonte: Via Union