Mulheres, rock e sexualidade

Nem só de “delícia, delícia, assim você me mata” (e de música sertaneja) vive o mundo da música na sua estreita relação com a sexualidade e com as meninas que gritam e gemem embaladas por um som. Em meados dos anos 70, o grupo Runaways iniciou o surgimento dos grupos de “mulheres que gritam”, mas dessa vez elas gritam e gemem no palco.

Em 1975 Donna Summer acrescentou alguns suspiros roucos na gravação da música “Love to love you baby”, produzindo uma grande concentração de orgamos vocais, interditados por vários meses nas ondas britânicas. Donna Summer se tornou assim a rainha da dança pornô nas danceterias onde milhares de dançarinos suados – travestis e mulheres vestindo lycra, cowboys de rosa e drag-queens pingando rímel – imitavam o êxtase de um coito infinito. Sua canção Love to love you baby tinha a duração correspondente a um ato sexual, incluindo as preliminares: 16 minutos.

Outro épico do mesmo ano foi Try Me, I Know We Can Make It, com dezoito minutos, um tempinho a mais para você relaxar ao som de ritmos síncopados e afrodisíacos enquanto elas gritam e gemem no palco.

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