Para rir um pouco neste domingo. Um vídeo do Foo Fighters, que faz uma turnê pelos EUA com um vídeo de divulgação extremamente “sexy e provocante”. No melhor espírito do grupo.
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A paródia pornô dos Simpsons!
Para os fãs dos Simpsons, divulgo o vídeo que encontrei hoje nas minhas “voltas” pela net.
Como é o objetivo da paródia, o cenário coloca em cena dois pontos de vista contraditórios, produzindo um encontro entre os filmes para adulto e o desenho.
No caso, um libidinoso pretexto para parodiar o famoso desenho e produzir um “détournement” erótico e divertido.
O sexo ao redor do mundo: nova série documentário
Neste ano de 2011 fomos presenteados com uma ótima série documentário, exibida pela TV5, que fala/falará sobre as diferentes práticas sexuais e dos sentimentos amorosos em oito países diferentes: Reino-Unido, Argentina, China, França, Itália, Índia, Japão, Ruanda e Suécia.

A série começou a ser exibida neste mês de janeiro e seguirá com as exibições até o dia 24 de fevereiro.
Já foram exibidos os episódios sobre Suécia e Ruanda e os demais países terão as exibições nos seguintes dias: - Reino Unido: 18/01 (21h) e 20/01 (22h); Argentina: 25/01 (21h) e 22/01 (22h); Índia: 01/02 (21h) e 03/02 (22h); França: 08/02 (21h) e 10/02 (22h); China: 15/02 (21h) e 17 (22h) e Japão: 22/02 (21h) e 24/02 (22h).
Para nossa felicidade, há um site na Internet, com vídeos, textos e curiosidades, bem como a programação completa dos episódios. Tudo em língua francesa, infelizmente, mas há alguns vídeos em inglês.
Considerando o rico material e os temas abordados, farei alguns posts para falar de alguns episódios já veiculados e para compartilhar e prolongar o debate por aqui, em português.
Então, acompanhem os próximos posts e participem das discussões tratadas no documentário-série, aqui no sexocult.
Fica o vídeo de divulgação da série (em francês, désolé!)
PLUS: Em março de 2011, a TV5 irá exibir a série “Le sexe autour du monde – nos Estados Unidos”, uma série de webepisódios disponibilizados exclusivamente na TV5.ca e depois no site www.sexeautourdumonde.com.
Homossexualidade: a interdição é pré-histórica?
Marcos García Díez, é arqueólogo e um dos curadores da exposição “Sexo na pedra”, que será inaugurada no final de setembro próximo em um dos maiores sítios arqueológicos da Espanha, o Atapuerca.

A ideia central da exposição é mostrar que ”o sexo ligado ao prazer e a sensualidade, e não apenas a reprodução, existe possivelmente há 35.000 ou 10.000 anos (…). Podemos encontrar nesse período a base de nosso comportamento sexual”, afirma o arqueólogo.
Foi uma pedra esculpida e quinze esculturas que representam seres humanos em detalhes de sua anatomia – coisa rara no período pré-histórico – que o convenceu a montar a exposição.
As obras nos permitem descobrir, na sua opinião, as posições sexuais mais variadas, com cenas de masturbação, brinquedos eróticos, um caso potencial de bestialidade e até mesmo uma cena voyer.
As placas não são novidade, já foram analisadas antes, mas ficaram guardadas ou nunca foram mostradas a partir deste ponto de vista da sexualidade, principalmente no tocante a expressões de relação homossexual que algumas dessas imagens indicam.
Como afirma o arqueólogo: « Vocês imaginam o que seria descrever em 1930 ou 1960 as cenas que aparecem nessas placas?”
As Vênus paleolíticas, e suas célebres representações dos atributos femininos, também estão presentes na exposição. Elas ilustram “o conceito de mulher ligada à reprodução”, mas enfatiza o curador:
“… nós descobrimos também um mundo que via o sexo como prazer. Há uma gravura sobre uma placa de pedra que mostra uma mulher de quatro diante de uma pessoa. E, coisa rara, uma outra pessoa em close que os observa. Nós não temos conhecimento de uma cena desse tipo, nem podemos afirmar que o voyerismo realmente já existia, mas parece que ele existiu”.
A exposição evocará também objetos esculpidos em forma de falo, em osso ou pedra “bem conservados”, que podem ter servido como objetos eróticos, embora não seja possível dizer se eram usados por homens ou mulheres.
Uma gravura explícita encontrada sobre uma placa de pedra na caverna La Marche, próxima de Poitiers, na França, assim como outros vestígios descobertos na Europa, indicam por outro lado, sem sombra de dúvida, segundo Marcos García, que o sexo oral também já era praticado naquela época.
Alguns observadores vêem duas mulheres nesta cena. E se apoiam em outras famosas relíquias, como as fêmeas de Gönnersdorf, uma gravura de duas mulheres abraçadas encontrada na Alemanha, para afirmar que a homossexualidade existia também desde aquele período.
O curador da exposição defende que apesar das evidências, não é possível provar nenhuma dessas práticas (ou nem todos tem a mesma interpretação).
“É uma mulher ou um homem? Difícil dizer. Uma série de gravuras poderiam efetivamente demonstrar que a homossexualidade existia já naquela época, principalmente porque essas figuras são de nossos semelhantes, biologicamente. Mas isso é cientificamente difícil de provar através de gravuras.
Para Jim Neill, autor das “Origens e papel das relações homossexuais nas sociedades humanas“, é inevitável que as práticas homossexuais tenham existido no período paleolítico”. Explica ele:
” Os comportamentos homossexuais comumente observados nos primatas [...], e sobretudo os comportamentos sexuais mais elaborados, mais próximos dos humanos, mostram que o forte potencial de relações homossexuais é uma característica geral entre os primatas, incluindo os humanos.”
No entanto, como também ocorre em torno das cenas heterossexuais mais ousadas, há um grande silêncio que sempre pesou durante um longo tempo. Reflexo, segundo Jim Neill, do “forte tabu em torno da homossexualidade que reina nas comunidades científicias e acadêmicas até hoje”.
Pergunta: você não acha que a exposição indica que no meio acadêmico e científico a interdição dos atos e práticas homossexuais também pode ser considerada “pré-histórica”, ou seja, as análises deste período histórico sempre foram feitas a partir de um olhar “puritano” que refletem práticas retrógradas e, infelizmente, também ancestrais?
Foto: placa da caverna La Marche, em Poitou-Charentes, datada de 14000 anos (Marcos García Díez). O catálogo da exposição ainda não foi editado, esta foto é a única disponível.
Revista pornô tátil
O erotismo é para todos! E quando os olhos não podem ver, quando eles não são mais o vetor principal para se observar os estímulos eróticos, os dedos os substituem. Não para substituir a visão, mas para que vejamos verdadeiramente uma imagem através dos dedos.

Muitos de nós fazemos da visão a nossa principal fonte de excitação: o lindo par de pernas que passa em nossa frente, os planos fotográficos dos filmes pornôs, a realização de fantasias eróticas que envolvem roupas e cenários; Quase tudo envolve nossa visão, que envolve nossos sentidos e sensações. É por isso que ser (estar) cego é, para muitos, ser privado de um importante recurso de excitação sexual.
Nos anos 70 a Playboy, sabendo disso, publicou uma edição em braille. Mas somente os textos foram adaptados, não as imagens. A questão é: por mais maravilhosos que fossem os textos, quantas pessoas que enxergam comprariam uma Playboy sem imagens?
A indústria erótica dá um passo à frente, publicando a revista com imagens em braille. A idealizadora da revista é Lisa Murphy que intitulou a obra de “Tátil Minds”, aliando textos picantes a imagens táteis de homens e mulheres nus. ”Ver” em grande plano uma vagina não é mais um interdito para os homens cegos, assim como as mulheres podem “ver” um homem nú com o toque dos dedos.
Obviamente, é dificil para os que enxergam verem erotismo nas imagens em braille. As poucas fotos divulgadas da revista, que circulam na internet, não me parecem muito agradáveis, são, inclusive, um pouco fantasiosas: homens rôbos, mulheres com cabeça “quadrada”, corpos grossamente desenhados etc.

Será que os cegos se interessam realmente por essas representações de erotismo? Talvez as imagens sejam mais atraentes para os dedos do que para os olhos, não sei. A iniciativa é boa, agora, podemos avançar e pensar em como levar para os cegos algo mais artístico sobre o nú e o erotismo, penso que o nú comum, o corpo seco: peito, bunda, perna, vagina e pênis, eles já devem ter “tocado”.
A revista tem 17 imagens e custa 150 dólares, ou seja, “nem todo cego pode ver” imagens eróticas (desculpem o trocadilho); principalmente se considerarmos que, segundo a autora da revista, não há outros livros ou revistas de nus tátil para adultos.
