Um orgasmo por dia: lição britânica

O Slogan “Um orgasmo por dia e o médico longe” é o lema de uma recente iniciativa do serviço nacional de saúde britânico que se ocupa de explicar aos jovens os benefícios do prazer na saúde.

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O tema desencadeou uma forte reação de indignação dos pais dos jovens ingleses. Para eles a campanha pode “incitar os jovens a fazer sexo e favorecer a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis”.

O serviço nacional de saúde distribuiu um folheto chamado “Pleasure” aos pais,  parentes, professores e funcionários cuja proposta é aconselhar os alunos que eles têm o  “direito” a uma vida sexual agradável e regular e que as relações sexuais podem ser boas para a saúde cardiovascular.

Durante muito tempo, dizem os seus autores, os especialistas têm-se concentrado na necessidade do “sexo seguro” e nas relações amorosas, ignorando a principal razão do porque muitas  pessoas fazem sexo, que é, por prazer.

“Pleasure”, traz junto de seu slogan “um orgasmo por dia e o médico longe” um texto com conselhos de peritos que advogam que, para se ter saúde, deve-se comer cinco porções de frutas e legumes por dia e fazer 30 minutos de atividade física diariamente. E quanto ao sexo e a masturbação deve-se fazer pelo menos duas vezes por semana.

Anthony Seldon, o mestre de Wellington College, de Berkshire, que introduziu aulas de bem estar emocional, disse que a abordagem foi “deplorável”.

Steve Slack, um dos responsáveis da iniciativa, alega que, contrariamente ao que dizem os pais, a campanha poderia incentivar os adolescentes a adiar a sua primeira vez, até que se sintam seguros para ter uma relação realmente divertida. Para ele não haveria qualquer problema em ensinar aos jovens sobre o sexo, de informá-los melhor sobre o assunto e, portanto, torná-los capazes de tomar decisões pessoais livre da influência dos que os rodeiam. Este é, talvez, onde o sapato aperta…

A polêmica está longe de se fechar porque este tema carrega muitas facetas preconceitos, vertentes educacionais, tabus, divergências morais etc… De qualquer modo a iniciativa serviu, ao menos, para apontar que os adolescentes precisam tomar conhecimento de outras coisas que envolvem o sexo, além das lições básicas que ensinamos nas escolas de hoje em todos os países. Nossa obrigação é apenas ensinar meios de contracepção e de proteção contra doenças?

Fonte: Times Online

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