O Banhero Selvagem de Pietro Luigi: arte nonsense repleta de significações

No ano passado,  durante uma Barbada Maringá,  eu conheci um artista  extremamente criativo e original. Pedi para ele me contar um pouco de sua vida, suas inspirações e ele, gentilmente, me contou um pouco como funciona sua mente trituradora, focada nos elementos cotidianos.

Ele é o Pietro Luigi e autor da primeira edição de  “Banhero Selvagem”.

Segue o que ele nos contou sobre sua vida e sua arte. Espero que se encantem, como eu me encantei!

Cotidiano e rotina como inspiração!


“Posso te dizer o seguinte, eu me considero um liquidificador. Minha grande inspiração é o cotidiano, essa coisa absurda de uma grande expectativa e no final não acontece nada e é só um dia depois do outro. Uma coisa meio: cara, conheci a mulher da minha vida, ela estava na padaria do lado do escritório, foi a melhor trepada da minha vida, mas eu ainda preciso consertar a pia do banheiro e não sei se quero ser transferido para uma outra repartição. Sabe, essa coisa da rotina simplesmente me fascina, não sei se porque eu sou muito feijão com arroz e daí não consigo me interessar por uma “grande aventura” ou coisa parecida, mas é basicamente isso,  a rotina é minha musa inspiradora.”

Referências artísticas

“É claro que no meu trabalho dá para perceber outras referências, até porque esse negócio de fazer quadrinhos/ tirinhas, é relativamente recente na minha vida. Por volta dos meus quinze anos eu fazia fanzines, só que nessa época a minha produção era mais “literária” por assim dizer. Curtia escrever pequenos contos, frases e entrevistas fantasmas, daí fazia alguma ilustra pra deixar a coisa toda um pouco mais atrativa e divertida. A grande verdade é que eu não me considerava um grande desenhista, por isso escrevia, tão logo me considerava um bom escritor, por isso eu desenhava, e isso dura até hoje, com a diferença de que me sinto mais confiante em relação ao meu desenho.

Enfim, minha proposta sempre foi a de escrever e desenhar  coisas de fácil assimilação e “impactantes”. Durante a universidade comecei a me aprofundar mais no universo das tirinhas, principalmente pela insistência de alguns amigos, e hoje elas representam uma parte muito significativa do meu trabalho.”

Um liquidificador!?

“Mas veja bem, é como eu te disse, eu me considero um liquidificador. Durante todo esse tempo eu consumi e experimentei, e continuo consumindo e experimentando, várias linguagens, traços , temas e formatos.”

Preferências temáticas

No entanto, alguns assuntos sempre me foram caros e se tornaram a minha identidade enquanto artista, que é basicamente uma mistura de humor, sexo, nonsense, surrealismo, propaganda, cultura pop, violência, psicodelia, cotidiano e alguma coisa de crítica, e no final das contas eu me apresento como cartunista, porque daí o cidadão já tem uma ideia da encrenca  em que ele se meteu.

Para conhecer melhor os trabalhos do Luigi, você pode acessar os links abaixo:

Site Oficial

Facebook Banhero Selvagem

Outras entrevistas com ele que circulam na Internet:

contraversão:

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