A agência Goodby Silverstein & Partners -SPG exibirá na próxima semana, na televisão francesa, a última campanha de prevenção contra a Aids, que explora revistas em quadrinhos. Na sua última peça, apresentam um vídeo intitulado <Gettin’tail> (algo como “de rabo pro ar” ).
No vídeo, conhecemos Smutley, um gato liberal e que não deixa de viver os prazeres da vida (bem diferente do gato Félix, o gato “de família”) mantendo relações sexuais com tartaruga, coelho, elefante… Enfim, tudo é aceito! Independente do nome do parceiro e das posições praticadas.
Práticas de risco? Isso não é problema dele, afinal, ele tem 9 (ou 7?) vidas! Ao contrário de nós…É essa a ideia que a campanha tenta passar. O gato pode!!! Ele tem 9 vidas, mas você não pode, pois só tem uma e, por isso, deve fazer sexo seguro. Pegou?
Para me desculpar pela inconsciente falha com a proposta em falar de música e sexualidade, pelo menos de vez em quando…(gente me esqueci completamente disso!!!), resolvi voltar com o tema hoje, imediatamente, sem mais delongas, sem discursos, todo mundo saca o recado da música FAÇAMOS de Elza Soares e Chico Buarque….dois magníficos cantores em prol do sexo….
FAÇAMOS Compositor(es): Elza Soares E Chico Burque
Os cidadãos no Japão, fazem
Lá na China um bilhão, fazem
Façamos, vamos amar!
Os espanhóis, os lapões, fazem
Lituanos e letões, fazem
Façamos, vamos amar!
Os alemães em Berlim, fazem
E também lá em Bonn…
Em Bombaim, fazem
Os hindus acham bom.
Nisseis, nikeis e sanseis, fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar!
Os rouxinóis e os saraus fazem
Implicantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar!
Os jaburus no Pará, fazem
Tico-ticos no fubá, fazem
Façamos, vamos amar!
Chinfrins galinhas afins fazem
E jamais dizem não…
Corujas, sim, fazem
sábias como elas são
E os perus, todos nus, fazem
Gaviões, pavões e urubus, fazem
Façamos, vamos amar!
Dourados do Solimões, fazem
Camarões e camarães, fazem
Façamos, vamos amar!
Piranhas, só por fazer, fazem
Namorados, por prazer, fazem
Façamos, vamos amar!
Peixes elétricos bem, fazem
Entre beijos e choques…
Garçons também fazem
Sem falar nos hadocs
Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus do mar em Portugal, fazem
Façamos, vamos amar
Libélulas e nambus, fazem
Centopéias sem tabus, fazem
Façamos, vamos amar!
Os Louva-Deuses, por fé, fazem
Dizem que bichos de pé, fazem
Façamos, vamos amar!
As taturanas também fazem
Um amor incomum
Grilos, meu bem, fazem
E sem grilo nenhum.
Com seus ferrões, os zangões, fazem
Pulgas em calcinhas e calções, fazem
Façamos, vamos amar!
Tamanduás e tatus, fazem
Corajosos cangurus, fazem
Façamos vamos amar!
Coelhos só e tão só, fazem
Macaquinhos no cipó, fazem
Façamos, vamos amar
Gatinhas com seus gatões,fazem
Dando gritos de ais…
Os garanhões fazem,
Esses fazem demais
Leões ao léu,sob o céu,fazem
Ursos lambuzando-se no mel, fazem
Façamos, vamos amar!
Façamos, vamos amar!!
Pintora e cineasta que vive em Paris, Mitra Farahani foi detida esta semana ao descer do avião em Teerã. Ela saltou na boca do bolo ao regressar a seu país. Sua culpa perante os religiosos? ter produzido o filme Tabous, em 2004.
Tabous é um filme sobre o desejo sexual e as frustrações da sociedade iraniana, que teve um enorme sucesso no Irã. Sucesso clandestino, claro.
Em uma entrevista publicada na imprensa, por ocasião do lançamento do filme Mitra declarou:
“Absolutamente todo mundo tem uma vida dupla em Teerão. E todos sabem que todo mundo tem uma vida dupla. “
Depois de muitos anos a intimidade sexual dos iranianos é revelada por esta artista de 34 anos. Ela fala da sexualidade em seu país em suas pinturas de Arte Déco, arte que a levou a Paris em 1998. E, também, em seus filmes. O tema foi abordado desde o seu primeiro documentário “Juste une Femme” (Apenas uma mulher), que conta os primeiros passos na vida de um homem que se tornou mulher.
Ela diz que, numa sociedade onde é impossível viver a sua homossexualidade, a mudança de sexo às vezes é a solução mais simples, adotada por muitos gays iranianos, sem que ninguém fale desse assunto. Elogiado pelos críticos, o documentário “Juste une Femme” lhe permitiu realizar seu primeiro longa metragem aos 28 anos de idade. ”A maior parte dos cineastas se autocensuram”, diz ela.
Tabous tem a particularidade de ser um documentário que mescla realidade com cenas de ficção. Ao final, os atores franceses (incluindo Coralie Revel) reproduzem um conto erótico, um poema do século XIX de Iraj Mirza.
Ter ousado filmar uma mulher nua sobre a terra sagrada do Teerã é, sem dúvida, um dos motivos que levou à prisão de Mitra. Uma vez que nenhum cineasta foi tão longe na transgressão.
Mitra foi presa ao descer do avião, assim que mostrou seu passaporte. Foi conduzida ao escritório da polícia, onde permaneceu por dois dias. Em seguida, ela foi transferida para a prisão de Evin, onde se encontra um grande número de presos políticos, como o jornalista amerciano-iraniano Roxana Saberi, recentemente libertado.
O caso de Mitra pode ser mais delicado aos olhos dos mulás, porque com seu filme, mesmo que ela tenha dado voz aos religiosos, ela revela tabus mais atuais do que nunca. O seu destino dependerá da revolta e dos protestos em curso no país.
Com muitas músicas que falam de relaçoes amorosas, sexo e “otras cositas” Caetano tinha que figurar nossa lista. Ainda mais depois de sua declaraçao para a TPM: “Sou do time que acha sexo a coisa mais importante que há. Tipo Freud. [risos]. Uma manifestação essencial de tudo”.
Não poderia deixar de falar do Chico Buarque, principalmente porque este cantor – com suas mulheres – sabe, como ninguém, falar de sexo de um ponto de vista feminino. Missão nada fácil. O pensamento feminino e o sentir feminino neste campo é muito diferente do masculino. Um exemplar dessa sensibilidade do Chico é a música
O MEU AMOR Chico Buarque/1977-1978 - Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque