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O nome da coisa: sobre xoxotas, xerecas e perseguidas

A psicóloga, sexóloga e professora Eliane Maio, da cidade de Maringá-PR, publicou em 2011 um livro intitulado “O nome da coisa”. Resultado de sua pesquisa de doutorado sobre os nomes “jocosos” que homens e mulheres atribuem aos órgãos sexuais feminino e masculino.

A pesquisa foi desenvolvida pela autora em seis estados brasileiros e ouviu mais de 4.900 homens e mulheres, revelando a irreverência e repressão com a qual o assunto é tratado.

Como na literatura e na sociedade brasileira de forma geral, o pênis, segundo a autora, tem apelidos que demonstram conotações de força, virilidade e violência. Por outro lado, a vulva tem muitos nomes que simbolizam desprezo e diminutivos. O que não é de espantar, já que a repressão sexual também se fez pela forma como se “chama a coisa”.

A autora deu uma agradável entrevista ao Jô Soares, em maio deste ano. Assista, leia e confesse: qual é o nome da tua/teu? O da minha é “inconfessável”.

O livro foi publicado pela Editora Unicorpore e pode ser adquirido no site da editora: O Nome da Coisa

Um brinquedinho “très” masculino!

“O Futuro da masturbação chegou! Agora, TENGA, um novo conceito para adultos”.

O produto tem revolucionando a masturbação masculina no Japão. Com estilo sofisticado e tecnicismo especial, ganhado imensa popularidade.

Você quer?!

Para que um pênis tão grande? É para comer melhor!?

Os homens sempre se preocuparam com o tamanho do pênis. É fato! O mistério é saber a razão dessa “preocupação”. Por que as mulheres gostam? Por que dá mais prazer? Mais “poder”? …

O livro Big Penis Book 3D (publicado pela Taschen, com óculos 3D), promete dar algumas respostas, pelo menos parciais.

Segundo o livro, quanto maior é o tamanho do pênis maior a segurança do seu “portador”. E ainda afirma que, no fundo, as mulheres não desejam nada além disso. Um predador!

Relatam que, nos seres humanos o pênis é considerado como um canal que serve para o esperma, no entanto, o que conta mesmo é a sua aparência, já que seu tamanho é desproporcional à sua função. Um pênis de 4 cm, provavelmente, responderia a sua “missão”. Em termos de prazer, se compararmos os demais órgão humanos (dedos, língua, olhos, voz) e outros fatores (cenários e perversão) o pênis é o único cujo tamanho é  considerado importante. Não é necessário ter uma língua “avantajada” para fazer sexo oral ou um dedo gigante  etc. Portanto, ter um pênis grande virou/é uma espécie de lei geral.

Segundo pesquisas destacadas no livro,  os homens de pênis grandes são mais seguros, mais pegadores, mais sedutores. Enquanto as mulheres são mais sensíveis à sedução do que ao tamanho do pênis. Se o homem tem poses masculinas, agressividade, confiança, determinação … então BINGO. As meninas cairão aos seus pés!

Seria uma espécie de  síndrome de Chapeuzinho Vermelho? Para Agnés Giard

“as mulheres não são complicadas ou racionais, ou insuportavelmente românticas, como alguns querem fazer parecer. As mulheres são de uma simplicidade sublime. Basta pressionar um botão para fazê-las gemer e gozar. E, para isso, existem dois tipos de botão. O primeiro botão é clitóris (que inclui a área dentro da vagina). O segundo é de ordem psicológica: o desejo de ser ”comida”.  Somos todas chapeuzinhos vermelho. Todas nós sonhamos com o lobo mau. ”Lobo, onde está você? Esperamos pelo estranho, pelo desconhecido, que nos levará…é o sonho, a selvageria latente que nos faz mulheres bruxas prontas para entregar-nos ao diabo. E que faz dos homens monstros noturnos que chamamos e esperamos, desesperadamente… Queremos o lobisomem, o homem que mora do lado escuro.  Nós desejamos esta forma de estranhamento radical, que consiste em não reconhecer aquele que amamos: a visão muda, ele não é nosso marido ou nosso companheiro. Ele é bruscamente qualquer coisa que possui a força. Ele retirou sua pele de homem. Ele deslocou seus ossos na noite. Ele substituiu a palavra pelo grito. Tal é o lobo: símbolo de uma fecundação violenta que introduz as jovens mulheres num universo de sangue, de escuridão noturna, de vida e de volúpia…sim, nós desejamos a predação. Sim, a sexualidade é algo violento.”
Mesmo sendo assim, mais uma vez é uma questão de confiança em si mesmo.
E se…
…se os homens tivessem mais confiança neles, eles não se sentiriam obrigados a possuírem grandes pênis, criar compensações como armas, comprar relógios caros, dirigir carros vermelhos e fazer a guerra…
…se  o tamanho do pênis contasse menos…
… se as mulheres tomassem consciência que o seu sexo é também poderoso, mesmo medindo menos…
… se descobríssemos que, para “comer” melhor, outras grandezas são muito mais necessárias?

As aventuras do pênis…

Um pequeno vídeo para esta cansativa noite de sexta-feira.
Para ser feliz só lhe faltava um preservativo?

Quatro pênis e uma vagina em campanha contra DST

Cartaz de prevenção contra DSTs de Taïwan . Nele 3 Pênis, protegidos por camisinha, zombam de um quarto pênis que entrou em uma vagina sem proteção, saindo de lá doente…

Um pouco estranha essa campanha, já que “pênis” saudáveis não deveriam zombar do “colega” em má situação… mas até que é original, aliás uma pergunta que não quer calar: o que fazem 4 pênis em torno de uma única vagina?

sexoseguro

Admito que a vagina está bem representada, por uma porta cuja campanhia se localiza no lugar do clitóris. Interessante essa representação: ao toque do clitóris (campanhia) a vagina (porta) se abre!

Só temo que as portas estejam se abrindo por aí por motivos não tão naturais. Afinal, temos chaves convencionais, chaves especiais e, infelizmente, muitas portas arrombadas.

Lógico, o foco da campanha não é a problemática das portas (vaginas), e sim daqueles que aí adentram sem proteção. De uma forma um pouco zombeteira demais para um tema bastante sério, a campanha dá o seu recado.

Fonte:  Whip It Out Comedy