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O nome da coisa: sobre xoxotas, xerecas e perseguidas

A psicóloga, sexóloga e professora Eliane Maio, da cidade de Maringá-PR, publicou em 2011 um livro intitulado “O nome da coisa”. Resultado de sua pesquisa de doutorado sobre os nomes “jocosos” que homens e mulheres atribuem aos órgãos sexuais feminino e masculino.

A pesquisa foi desenvolvida pela autora em seis estados brasileiros e ouviu mais de 4.900 homens e mulheres, revelando a irreverência e repressão com a qual o assunto é tratado.

Como na literatura e na sociedade brasileira de forma geral, o pênis, segundo a autora, tem apelidos que demonstram conotações de força, virilidade e violência. Por outro lado, a vulva tem muitos nomes que simbolizam desprezo e diminutivos. O que não é de espantar, já que a repressão sexual também se fez pela forma como se “chama a coisa”.

A autora deu uma agradável entrevista ao Jô Soares, em maio deste ano. Assista, leia e confesse: qual é o nome da tua/teu? O da minha é “inconfessável”.

O livro foi publicado pela Editora Unicorpore e pode ser adquirido no site da editora: O Nome da Coisa

Em busca da vulva ideal

E…para os que sabem inglês, nesta segunda-feira, dia das bruxas, nada melhor que um divertido documentário sobre o mercado da vulva ideal.

Retratos de mulheres e suas vulvas?

Fotos de mulheres em close tem sempre alguma coisa de frustrante. Gostaríamos de ver a “outra cara”. Agora é possível vermos a “outra face” com o livro intitulado: Pussy Portraits: a pequena conversa das mulheres e o sorriso que vai junto.

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Frannie Adams, americana de 27 anos de idade, ganha a sua vida fotografando mulheres e, por vezes, sua vulva em close. Ela acaba de publicar pelas edições Reuss publicou uma galeria de retratos inéditos: da parte inferior e superior. Num fascinante diálogo visual entre o sexo e rosto. Pegamos-nos olhando para as dobras e tampas das ninfas com a mesma atenção que olhamos bocas, pupilas… à procura de uma lógica.

É possível adivinhar como pode ser sexo de uma mulher vendo apenas seu rosto? E o contrário? Frannie Adams responde: Faz um ano que eu faço esses retratos duplos e, pessoalmente, eu sempre me surpreendo quando uma mulher tira a calcinha. Cada vez é uma surpresa. Pode ser que alguns consigam estabelecer conexões, ou “ler” as vulvas com a mesma capacidade que os psicólogos lêem as expressões faciais…Mas este não é o meu caso.”

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As modelos que concordaram em posar para este livro histórico são geralmente “tímidas mas orgulhosas de seu corpo”, assegura Frannie. Algumas são exibicionistas e amam ser fotografadas. É evidente que elas amam isso: você pode ver a olho nu o sexo que carrega. Tiradas sob o efeito do flash, a maior parte dos sexos brilham, mucosas úmidas soltam ligeiramente um licor que, às vezes, parecem artificiais. “Não houve truques, assegura Frannie. Nada de gel, nada de lubrificante. As modelos estavam excitadas.

Isso ocorre porque – para poder fazer em grande plano – eu me aproximo muito delas. Eu sinto seu calor. Eu sinto seu cheiro. Elas sentem que eu sinto. Há uma verdadeira relação de proximidade.”

Se este livro devesse carregar alguma moral seria: “Cada vulva é única, e viva a diferença!”. Frannie Adams disse: “As mulheres são a mais completa obra da natureza.” Como uma americana ela sabe como é difícil para uma mulher amar o seu corpo plenamente: a nudez é um tabu muito mais forte nos EUA do que na França. O que faz de seu livro uma verdadeira obra de saúde pública.

Obs: Uma amiga me disse que no Brasil havia uma artista que também fazia retratos de “vaginas” , mas eu não encontrei nenhuma referência na Internet, quem souber por favor comunique.

Artigo traduzido livremente do francês por Julia Tenório. Original em: Les 400 Culs.